Tempestade solar atrasa, mas pode chegar a qualquer momento

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Nos últimos dias, a atividade do Sol foi intensa: houve grandes manchas solares, erupções e ejeções de massa coronal (CME) vindo em nossa direção. As expectativas para terça-feira (13) eram de tempestades geomagnéticas relativamente fortes, mas parece que elas estão atrasadas ou falharam em nos atingir.

A sequência de eventos começou no dia 7 de fevereiro, quando foi registrada uma mancha solar 15 vezes maior que a Terra. As explosões nessa mancha causaram apagões de rádio e ejetaram várias nuvens de partículas carregadas em nossa direção.

Com a grande quantidade atual de grandes manchas solares, o Sol produziu muitas erupções. Várias aconteceram na segunda-feira (12): foram nove explosões em um único dia, uma delas quase intensa o suficiente para receber classificação X, a categoria mais poderosa da tabela.


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Sol com luz polarizada no dia 10 de fevereiro; a grande região ativa 3576 tinha 15 vezes o tamanho da Terra (Imagem: Daniele Cavalcante)

Havia previsão de que algumas dessas ejeções chegassem à Terra no dia 13, com a possibilidade da formação de uma ejeção de massa coronal (ou CME, na sigla em inglês) canibal. O fenômeno acontece quando uma nuvem veloz alcança outra mais lenta, “devorando-a”.

Entretanto, as tempestades solares não chegaram na data prevista, segundo as medições da quantidade de prótons em nossa atmosfera. Os prótons são as partículas responsáveis pela ionização das camadas atmosféricas superiores, que causa as auroras boreais e austrais.

Segundo os modelos da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), aconteceriam três CMEs. Elas iriam desencadear tempestades geomagnéticas de classe G1 (menor) a G2 (moderada), com auroras no norte da Europa, Canadá e alguns estados como Maine a Washington, nos EUA.

Todas as erupções solares do dia 12 de fevereiro sobrepostas em uma única imagem (Imagem: Reprodução/NASA/SDO/AIA/Senol Sanli

Só que, no fim, apenas uma CME foi registrada na data prevista, e seu impacto foi tão fraco que quase passou despercebido. Agora, na quarta-feira (14), ainda há uma chuva de prótons solares atingindo nossa atmosfera, causando apenas eventos de classe S1, que são os mais fracos da tabela de classificação.

Também foram detectadas na quarta duas CMEs no lado oposto do Sol, portanto, sem chances de nos atingirem. Os modelos da NOAA ainda preveem que as tempestades atrasadas devem chegar nas próximas horas.

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